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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O barato sai caro - parte dois

Na saída do hotel de Sydney para o aeroporto aconteceu o que não esperávamos, a última alça daquela mala barata que a gente tinha quebrou.

Quando chegamos no aeroporto, a fila para o check in estava enorme. Tivemos que pegar dois carrinhos para carregar as malas, ao preço de 4 dólares cada um, e mesmo assim foi com dificuldade. Nesse dia, as crianças estavam um tanto quanto eufóricas e difíceis de controlar.

No aeroporto só dava a gente, todo mundo ficava olhando aquele casal falando uma língua estranha, empurrando uma montanha de malas, sendo que uma delas estava literalmente sem alça, com duas crianças pra lá e pra cá e a gente tentando manter o controle. Quando chegou a nossa vez, a primeira surpresa. Algumas malas tinham passado o peso permitido. Nossa cota dizia que podíamos levar até 8 malas de 32Kg cada uma, mas cada mala não podia passar de 32Kg. O problema é que nessa semana que ficamos em Sydney, abrimos as malas e acabamos misturando as coisas e não tínhamos uma balança pra checar isso antes.

Não teve jeito, tivemos que abrir as malas, ali mesmo no saguão do aeroporto e ficar tentando mover as coisas de uma mala pra outra pra tentar chegar no peso correto.
Ok, conseguimos, mas aí veio a segunda surpresa. Teríamos que pagar por excesso de bagagem. Eu tentei argumentar, porque o meu bilhete era do trajeto completo, de São Paulo a Brisbane, com escalas em Santiago, Auckland e Sydney. Não fazia sentido eu ter cotas de bagagem diferentes. Não teve jeito, a mulher do guichê chamou um supervisor que não me deu muito espaço para conversa. A nossa sorte é que foi barato, aí pagamos e fomos embarcar.

No resto, a viagem foi bem tranquila e rápida. Quando chegamos, nossos amigos Raider e Ana estavam aguardando a gente no aeroporto de Brisbane. Estes dois são aquilo que podemos dizer, super amigos. Nos apoiaram e ajudaram desde que ainda estávamos no Brasil esperando a papelada ser liberada. Somos muito gratos a eles, esperamos poder retribuir à altura a atenção e o carinho que recebemos.

Dali do aeroporto fomos para o hotel que tínhamos reservado. Como não cabiam todas as malas no carro do Raider, a Lourdes foi com as crianças no carro e eu peguei um táxi com as malas para o hotel, inclusive com aquela sem alça. O traslado foi bem tranquilo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quem tem amigos tem tudo

Assim que chegamos em Sydney, um grande amigo nosso, o Wagner, veio nos recepcionar no aeroporto e nos ajudar com a bagagem e o traslado até o hotel.


O Wagner é uma pessoa calma, com uma jovialidade e um astral positivo que dá orgulho de chamá-lo de amigo. Somos muito gratos a ele.

A viagem - parte seis

Depois de quase 30 horas de viagem, incluindo as escalas, finalmente chegamos em Sydney.
Estávamos apreensivos porque era o momento de passar pela imigração, pegar toda aquela bagagem, passar pela alfândega, raio x, etc.
Graças a Deus tudo foi bastante traquilo. A imigração foi rápida, a alfândega passou muito rapidamente a nossa bagagem, fizeram umas poucas perguntas e quando vimos já estávamos no saguão do aeroporto, em pleno território australiano.
Bom, àquela altura já dava pra dizer que uma parte do sonho estava concreta, já tínhamos pisado na terra dos cangurus. E o carimbo nos passaportes comprovava isso.
Estávamos todos cansados, mas nem tanto como eu achei que estaríamos. Chegamos no aeroporto de manhã, e pelo horário do Brasil era a hora de estarmos indo dormir, mas não sei se por causa da excitação da viagem, das novidades ou da preocupação com o que poderia vir pela frente, estávamos alertas e razoavelmente bem dispostos (exceto a Lourdes).

A viagem - parte cinco

Conhecemos algumas pessoas brasileiras no avião que também estavam indo para a Austrália. É interessante ver como o fato de estarmos em uma situação semelhante, indo pela primeira vez a um país tão distante, pode aproximar as pessoas. Isso foi muito bom porque nos ajudou a suportar a dureza da viagem e diminuir a tensão causada pela maratona nos preparativos da viagem.

Desembarcamos em Auckland, ficamos algumas horas no aeroporto e aproveitamos para comer alguma coisa.
A Lourdes comprou um café, mas veio um copo cheio de uma água rala que ela acabou jogando fora, êta saudade do cafezinho lá de casa...
Então fizemos uma rodinha de brasileiros e ficamos batendo papo, enquanto aguardávamos o horário de retornar ao avião com destino à Sydney. Foi um momento de relax bem gostoso.

domingo, 19 de outubro de 2008

A viagem - parte dois



Imagem maravilhosa da Cordilheira dos Andes, imensidão da natureza. A gente se sente uma formiguinha nesse mundo tão grande.

sábado, 18 de outubro de 2008

A viagem

Ficamos muito apreensivos com a viagem.
Primeiro porque estávamos com muita bagagem. Não chegamos a exceder o que tínhamos direito de levar, mas a quantidade de malas que tínhamos era definitivamente muita coisa pra dois adultos.
Sabíamos que teríamos nossos amigos pra nos ajudar no aeroporto, mas certamente teríamos um trecho dentro do aeroporto que seríamos só nós.

Segundo, porque sabíamos que a partida no aeroporto seria bastante emocionante. E realmente foi. Sabemos que todo mundo que estava lá se emocionou e sentiu com a despedida, mas tenho fé que em pouco mais de um ano estaremos aí pra rever todo mundo.

Terceiro, estávamos preocupados com as crianças, fechadas em um avião apertado (classe econômica, né ?!?) durante várias horas. Até que foi tranquilo com eles, a excitação da viagem e os botõezinhos do controle da telinha do avião garantiram entretenimento pra eles durante o período que ficaram acordados. E eles dormiram uma boa parte da viagem.
Estávamos muito preocupados com a Sofia, porque na véspera de embarcarmos ela começou a ter um pouco de febre. Uma semana antes o Bruno ficou uns cinco dias com problemas intestinais e febre, seria terrível se ela ficasse do mesmo jeito a bordo do avião.
Mas graças a Deus ela não teve nenhum problema intestinal, o que foi ótimo. A febre dela a gente foi controlando pra não deixar subir muito. No final as crianças nos surpreenderam, não deram quase nenhum trabalho na viagem e se divertiram bastante.

No vôo até Santiago ninguém dormiu, o que foi ótimo, exatamente como havíamos planejado. Foi um vôo de 3 horas e meia, mais ou menos, comemos e conversamos durante esse período. Sobrevoamos a Cordilheira dos Andes, e estava de dia ainda, é uma coisa muito linda, maravilhosa de se ver.

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