Na saída do hotel de Sydney para o aeroporto aconteceu o que não esperávamos, a última alça daquela mala barata que a gente tinha quebrou.
Quando chegamos no aeroporto, a fila para o check in estava enorme. Tivemos que pegar dois carrinhos para carregar as malas, ao preço de 4 dólares cada um, e mesmo assim foi com dificuldade. Nesse dia, as crianças estavam um tanto quanto eufóricas e difíceis de controlar.
No aeroporto só dava a gente, todo mundo ficava olhando aquele casal falando uma língua estranha, empurrando uma montanha de malas, sendo que uma delas estava literalmente sem alça, com duas crianças pra lá e pra cá e a gente tentando manter o controle. Quando chegou a nossa vez, a primeira surpresa. Algumas malas tinham passado o peso permitido. Nossa cota dizia que podíamos levar até 8 malas de 32Kg cada uma, mas cada mala não podia passar de 32Kg. O problema é que nessa semana que ficamos em Sydney, abrimos as malas e acabamos misturando as coisas e não tínhamos uma balança pra checar isso antes.
Não teve jeito, tivemos que abrir as malas, ali mesmo no saguão do aeroporto e ficar tentando mover as coisas de uma mala pra outra pra tentar chegar no peso correto.
Ok, conseguimos, mas aí veio a segunda surpresa. Teríamos que pagar por excesso de bagagem. Eu tentei argumentar, porque o meu bilhete era do trajeto completo, de São Paulo a Brisbane, com escalas em Santiago, Auckland e Sydney. Não fazia sentido eu ter cotas de bagagem diferentes. Não teve jeito, a mulher do guichê chamou um supervisor que não me deu muito espaço para conversa. A nossa sorte é que foi barato, aí pagamos e fomos embarcar.
No resto, a viagem foi bem tranquila e rápida. Quando chegamos, nossos amigos Raider e Ana estavam aguardando a gente no aeroporto de Brisbane. Estes dois são aquilo que podemos dizer, super amigos. Nos apoiaram e ajudaram desde que ainda estávamos no Brasil esperando a papelada ser liberada. Somos muito gratos a eles, esperamos poder retribuir à altura a atenção e o carinho que recebemos.
Dali do aeroporto fomos para o hotel que tínhamos reservado. Como não cabiam todas as malas no carro do Raider, a Lourdes foi com as crianças no carro e eu peguei um táxi com as malas para o hotel, inclusive com aquela sem alça. O traslado foi bem tranquilo.
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