segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Montando a casa

Os dias seguintes foram tomados pelas compras para deixarmos nossa casa o mínimo habitável.
Eu havia trazido do Brasil algumas roupas de cama e banho, alguns utensílios de cozinha e algumas canecas de porcelana que ganhamos.

Trouxemos estas canecas bem embrulhadas, com todo cuidado, mas quando chegamos aqui pudemos ver que haviam dezenas de canecas parecidas, mas valeu, porque estas que trouxemos foram dadas por pessoas queridas e são especiais para nós.

Nossa prioridade era comprar a geladeira e uma máquina de lavar roupas, já que a montanha de roupas usadas acumuladas de tantos dias no hotel estava me deixando angustiada.

Fomos em diversas lojas, mas como nem eu nem o Nei temos muita paciência para procurar, compramos o que achamos melhor pelo custo-benefício e porque nos prometeram entregar em 2 dois.
Que felicidade, em breve poderíamos comprar mais alimentos e tomar água geladinha e eu colocar as roupas em ordem, que alívio.

As outras providências seriam ir ao banco abrir conta, ir ao Centrelink, ir à escola para matricular as crianças, contratar telefone e internet, pois a partir do momento que deixamos o hotel nos tornamos incomunicáveis com o pessoal no Brasil.

Nossas compras foram entregues na data pometida e assim uma coisa a menos na nossa lista.

domingo, 2 de novembro de 2008

Domingo no parque

Fomos convidados pelo Edu e Ana Paula para um picnic em um parque em Carindale, uma área verde muito agradável perto de nossa casa.

Lá conhecemos mais um casal de brasileiros que estão morando aqui em Brisbane: a Maíra, o André e filhinha deles, a Júlia.

Fizemos um delicioso picnic, batemos papo, contamos nossas aventuras, eles nos contaram sobre as experiências deles aqui, as crianças se divertiram bastante e o Nei e eu fomos dar umas voltas de bike.

Pegamos emprestadas as bicicletas dos nossos amigos e fomos conhecer melhor o parque.

Estávamos nas bikes passeando e apreciando a paisagem, o Nei e eu atrás, de repente ele deu uma freada e eu, para não trombar com ele, parei bruscamente também.

Como sou meio estabanada não deu outra: levei um tombo daqueles na ciclovia, de pernas para cima e acabei batendo com a cabeça no chão e a poupança também, ainda bem que tenho um bom amortecedor.

Fiquei esparramada no chão e caí na gargalhada, tive que ser ajudada para me levantar.

Como eu estava usando capacete, item indispensável e obrigatório aqui, só tive alguns ralões nos cotovelos e nos joelhos, mas fiquei uns dias com uma enorme dor na poupança, nada mais. No final este episódio rendeu umas boas risadas com o pessoal.

Passamos um domingo maravilhoso, rodeados de crianças e muito verde.

Edu e Ana Paula, Maíra e André são gente boa demais. Jamais esqueceremos a força enorme neste momento tão decisivo de nossas vidas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Mudando para a casa

Chegamos finalmente na nossa nova casa. Agora poderíamos dizer que tínhamos um teto pra chamar de nosso de novo!

Mas só havíamos trazido nossas roupas, calçados, documentos, algumas roupas de cama e banho, brinquedos e alguns poucos objetos na bagagem.

Lá vamos nós outra vez: fomos os 6 para o shopping fazer compras: Lourdes, Nei, Sofia, Bruno e nossos amigos Raider e Ana Paula.

Foi uma loucura, tínhamos poucas horas para fazer de nossa casa um lugar minimamente habitável, saímos feito doidos colocando nos carrinhos: jogos de panelas, pratos, copos, vassoura, tigela, travesseiros, cestos de lixo, ou seja, nem dava pra escolher muito.

Depois de comprar um monte de coisas em lojas diferentes, ainda tínhamos que almoçar e ir ao supermercado fazer uma compra básica, pois apesar de não termos geladeira, a casa já estava equipada com fogão e lavalouças, pelo menos consereguiríamos cozinhar e lavar as panelas.

Como estávamos de carona, nossos amigos nos deixaram no shopping e voltaram em cerca de 2 horas depois para nos pegar.
Então fomos nós correndo com os carrinhos comprar nossa comidinha. Foi outra loucura, íamos colocando as coisas no carrinho,sem saber direito o que estava comprando.

Conseguimos comprar o básico, alimentos que não necessitavam de refrigeração, pois ainda teríamos que comprar a geladeira. Ao final das compras, reencontramos nossos amigos e voltamos para nossa casinha.

Que delícia, poder cozinhar, se sentir em casa novamente, mas ainda faltava uma coisa: como íamos dormir? Bom, novamente nossos queridos amigos nos ajudaram emprestando 2 colchões infláveis.

Chegando em casa, tivemos uma surpresa agradável, pois recebemos a visita de boas vindas do casal Ana Paula e Edu, que são nossos vizinhos e eles nos emprestaram mais um colchão. Assim já tínhamos o suficiente para a primeira noite na casa.

Procurando um teto - parte três

Na sexta-feira de manhã, a Lourdes acordou com vontade de olhar a Internet, alguns blogs de pessoas que já estavam na Austrália.
Qual foi a nossa surpresa, quando uma das pessoas que tem um blog postou uma mensagem depois de meses sem publicar nada falando sobre a escola que a gente estava querendo matricular as crianças, dizendo que os filhos deles também estudam lá.
Na hora mandamos uma mensagem para eles pelo blog pedindo para entrarem em contato.

Não deixem de visitar o blog desses nossos amigos (http://eduardobindi.blogspot.com).
O Eduardo escreve muito bem e vale a pena acompanhar a jornada deles.

Após o almoço a agente da imobiliária me ligou dizendo que a casa era nossa.

Naquele momento ficamos super eufóricos e felizes e corremos pro hotel pra nos prepararmos pra mudança. Eu peguei um barco que tem aqui - Citycat, faz parte da rede de transporte público - para ir até a imobiliária assinar o contrato.
Após o contrato assinado, fomos arrumar as malas e nos preparar para a mudança.
No sábado de manhã, fechamos a conta do hotel e nos mudamos para a casa nova.
Nossos amigos, Raider e Ana Paula, nos ajudaram novamente com a bagagem.
Que felicidade, agora estávamos nos sentindo mais "residentes" da Austrália e menos turistas.


Só que a casa não tinha muita coisa, ainda precisávamos montar tudo.
Mas agora a gente tinha bastante tempo pra fazer as coisas com calma.

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