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sábado, 1 de novembro de 2008

Procurando um teto - parte três

Na sexta-feira de manhã, a Lourdes acordou com vontade de olhar a Internet, alguns blogs de pessoas que já estavam na Austrália.
Qual foi a nossa surpresa, quando uma das pessoas que tem um blog postou uma mensagem depois de meses sem publicar nada falando sobre a escola que a gente estava querendo matricular as crianças, dizendo que os filhos deles também estudam lá.
Na hora mandamos uma mensagem para eles pelo blog pedindo para entrarem em contato.

Não deixem de visitar o blog desses nossos amigos (http://eduardobindi.blogspot.com).
O Eduardo escreve muito bem e vale a pena acompanhar a jornada deles.

Após o almoço a agente da imobiliária me ligou dizendo que a casa era nossa.

Naquele momento ficamos super eufóricos e felizes e corremos pro hotel pra nos prepararmos pra mudança. Eu peguei um barco que tem aqui - Citycat, faz parte da rede de transporte público - para ir até a imobiliária assinar o contrato.
Após o contrato assinado, fomos arrumar as malas e nos preparar para a mudança.
No sábado de manhã, fechamos a conta do hotel e nos mudamos para a casa nova.
Nossos amigos, Raider e Ana Paula, nos ajudaram novamente com a bagagem.
Que felicidade, agora estávamos nos sentindo mais "residentes" da Austrália e menos turistas.


Só que a casa não tinha muita coisa, ainda precisávamos montar tudo.
Mas agora a gente tinha bastante tempo pra fazer as coisas com calma.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A angústia da espera...

Após a entrega do formulário para a moça da imobiliária, houve um período de silêncio. Teoricamente a agente responsável pelo imóvel na imobiliária iria pegar o meu formulário e a documentação, juntar com os formulários de outros pretendentes da casa e mandar para o proprietário do imóvel analisar.
O proprietário deveria então decidir pra quem ele iria alugar, devolver a informação para a agente que entra em contato com o pretendente e fecha o negócio.

Esperar por esse processo estava sendo angustiante.

Primeiro porque estávamos com a incerteza sobre o processo, será que conseguiríamos a casa? Tínhamos concorrentes? O proprietário aceitaria alugar pra gente que não tinha muitas referências aqui em Brisbane?

Segundo porque estávamos cansados do hotel, as crianças estavam esgotadas, estava difícil controlar o humor delas, todos estavam cansados de ficar em um quarto de hotel, comer em restaurantes o tempo todo, ficar com as roupas nas malas sem poder lavar, caminhando muito atrás de casas (cheguei a ficar com bolhas nos pés de tanto andar). E além disso a diária do hotel era cara, nenhum absurdo porque o hotel era simples, mas certamente muito além do valor de um aluguel de uma casa.

Terceiro porque ficamos pensando se não foi precipitada a decisão de aplicar para essa casa. Será que não valeria a pena tentar procurar mais, achar alguma coisa com o mesmo padrão e que tivesse um preço melhor? Será que o cansaço da vida no hotel não estava nos levando a agir por impulso?

Sempre confiei muito minha vida a Deus, ele sempre me ajudou a escolher os meus caminhos e minha intuição sempre funciona bem. Nesse caso, coloquei a minha fé em Deus e parei de procurar por outras casas. A moça da imobiliária tinha me dito que minhas chancer eram boas, mas o frio na barriga não passa enquanto a gente não está com a chave na mão.

Na sexta-feira logo cedo, alguma coisa como nove horas, a agente me ligou no celular. Eu fiquei empolgado, mas ela rapidamente me perguntou se eu realmente tinha interesse naquela casa. Prontamente eu respondi que sim (oras, eu tinha entregue os papéis pra ela a menos de 48 horas). Então ela me respondeu que me ligaria em breve e desligou.

Pronto, só me deixou mais angustiado. E agora, o que está acontecendo? Será que vai sair? Após refletir um pouco, achei a ligação dela animadora, pois se o processo não fosse pra frente ela não me ligaria dessa forma.
Vamos aguardar...

Procurando um teto - parte dois

Durante esta primeira semana no hotel em Brisbane, um amigo nosso daqui, o Eduardo, nos levou para almoçar em um restaurante próximo ao hotel que estávamos.
Nesse restaurante trabalham duas brasileiras e ele nos apresentou a uma delas, a Karen, pois a outra estava de folga naquele dia.

A comida no restaurante delas é muito boa e o preço é justo.

Foi muito legal conhecer a Karen, ela nos tratou super bem, deu algumas dicas da cidade e me apresentou para um conhecido dela que trabalha em uma imobiliária, o Karl.
Isso foi interessante, pois era justamente o que estávamos precisando.

Já nesse contato com o Karl, da imobiliária, ele arranjou duas inspeções em casas que eles tinham ali. Eles me levaram de carro pra ver as casas.

Em paralelo eu continuava procurando pela Internet e tentando focar minhas buscas para aquele bairro próximo da escola que eu havia me interessado.

Nessa semana, acabei fazendo cinco inspeções, duas por aquela imobiliária do Karl e outras três pelas minhas próprias buscas. O interessante é que todas as inspeções foram agendadas no horário que eu combinei com os agentes, ou seja, nenhuma foi naquele esquema de comparecer ao imóvel em um horário marcado, pegar fila, etc.

Uma das casas que eu olhei me pareceu interessante, em relação a tamanho, localização e preço.
O tamanho é importante considerar que não pode ser muito pequena pra gente não se sentir engaiolado e também não muito grande pra não dar muito trabalho pra limpar. Essa casa estava neste ponto, 3 quartos espaçosos, uma sala razoável, cozinha de bom tamanho, armários, lavanderia e garagem. Tinha até um quintalzinho na frente com um pequeno jardim.
A localização era de acordo com o que eu tinha imaginado, talvez até melhor. A casa era exatamente em frente à escola das crianças.
O preço, bem, esse é um assunto delicado. Mas estava dentro do orçamento que eu tinha em mente, então decidi aplicar para essa casa. Preenchi o formulário, fui atrás da papelada e entreguei para a agente da imobiliária.
Agora era esperar.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Alugar uma casa na Austrália

Dizem que alugar uma casa na Austrália não é uma tarefa fácil.
A começar pela concorrência, o mercado imobiliário anda aquecido, então é comum você ter que concorrer com várias pessoas na hora de alugar uma casa.
Para alugar você tem que fazer uma inspeção na casa, que nada mais é do que uma visita antes de alugar. No processo normal, a imobiliária agenda um horário para essa inspeção e divulga pela Internet. Os interessados comparecem ao imóvel no horário marcado e têm mais ou menos 15 minutos para ver a casa. Já ouvi dizer de gente que pegou fila pra fazer uma inspeção. Caso você se interesse pela casa, você deve preencher um formulário e entregar para o funcionário da imobiliária e aguardar pelo resultado.

A segunda questão são referências, que dizem ser super importantes pra comprovar a sua condição de pagar pelo aluguel do imóvel.

E também o preço, que é quase sempre alto.
Sem medo de errar, dá pra dizer que o que mais pesa no custo de vida de uma família aqui na Austrália é moradia.

Procurando um teto

Estávamos hospedados em um hotel simples e tínhamos um objetivo primordial: alugar uma casa para morarmos.
Haviam muitas variáveis a considerar, como por exemplo localização, preço, tamanho, estado da casa, concorrência e disponibilidade. Nós nos sentíamos perdidos no começo.

Então pensei o seguinte: temos duas crianças pequenas que terão que frequentar a escola e isso fará parte da nossa rotina. Eu e a Lourdes iremos trabalhar, mas nós adultos podemos nos locomover mais facilmente, de ônibus, trem, carro ou até mesmo bicicleta. Além disso, a adaptação das crianças na escola é uma questão importante.
Então resolvi procurar pelas escolas públicas de Brisbane, pra conhecer um pouco mais sobre o que cada escola poderia oferecer.
Olhei muitos sites de escolas e teve uma que me chamou a atenção por dois motivos. O primeiro era que a escola tem um programa de integração para crianças estrangeiras. O segundo era que a escola possui algum tipo de integração com as universidades australianas.

A minha decisão então foi dar preferência para o bairro dessa escola.
O que a gente não faz pelos filhos, não é?

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