Ficamos muito apreensivos com a viagem.
Primeiro porque estávamos com muita bagagem. Não chegamos a exceder o que tínhamos direito de levar, mas a quantidade de malas que tínhamos era definitivamente muita coisa pra dois adultos.
Sabíamos que teríamos nossos amigos pra nos ajudar no aeroporto, mas certamente teríamos um trecho dentro do aeroporto que seríamos só nós.
Segundo, porque sabíamos que a partida no aeroporto seria bastante emocionante. E realmente foi. Sabemos que todo mundo que estava lá se emocionou e sentiu com a despedida, mas tenho fé que em pouco mais de um ano estaremos aí pra rever todo mundo.
Terceiro, estávamos preocupados com as crianças, fechadas em um avião apertado (classe econômica, né ?!?) durante várias horas. Até que foi tranquilo com eles, a excitação da viagem e os botõezinhos do controle da telinha do avião garantiram entretenimento pra eles durante o período que ficaram acordados. E eles dormiram uma boa parte da viagem.
Estávamos muito preocupados com a Sofia, porque na véspera de embarcarmos ela começou a ter um pouco de febre. Uma semana antes o Bruno ficou uns cinco dias com problemas intestinais e febre, seria terrível se ela ficasse do mesmo jeito a bordo do avião.
Mas graças a Deus ela não teve nenhum problema intestinal, o que foi ótimo. A febre dela a gente foi controlando pra não deixar subir muito. No final as crianças nos surpreenderam, não deram quase nenhum trabalho na viagem e se divertiram bastante.
No vôo até Santiago ninguém dormiu, o que foi ótimo, exatamente como havíamos planejado. Foi um vôo de 3 horas e meia, mais ou menos, comemos e conversamos durante esse período. Sobrevoamos a Cordilheira dos Andes, e estava de dia ainda, é uma coisa muito linda, maravilhosa de se ver.
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