segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sumidos, mas ainda aqui na Austrália

Queremos pedir desculpas a todos os que acompanham nosso blog, pelo nosso sumiço temporário.

Não, não voltamos para o Brasil, apenas estamos cheios de tarefas por conta de colocar nossa vida em ordem aqui. Trabalho, estudo, tarefas domésticas, filhos...

As crianças estão indo muito bem no colégio, aprendendo o inglês de uma forma impressionante.
Estou fazendo o curso de inglês no TAFE 3 vezes por semana, tendo que conciliar homework, housework e crianças, estamos aproveitando para conhecer os lugares lindos de Brisbane e redondezas.

Prometemos para breve um resumo das principais impressões a respeito da nossa vida aqui.
Em julho teremos as férias escolares, quem sabe nos sobra um tempinho para escrever e postar algumas fotos também.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Instruções para leitura do nosso blog

Olá a todos.
Sabemos que muitas pessoas estavam ansiosas por notícias nossas e que nós prometemos um blog pra que vocês pudessem ir acompanhando, mas não conseguimos cumprir a promessa antes. Agora vai.

Sugerimos que vocês leiam o blog desde o começo, aqui ao lado esquerdo tem uma seção chamada "Arquivo do blog". Por alí vocês conseguem ver todos os posts publicados no blog em ordem cronológica, e podem ir lendo do primeiro em diante. Assim, as coisas farão mais sentido. O primeiro Post tem o título "Uma breve introdução...", comecem por ele.

Qualquer dúvida, por favor escrevam pra gente através de comentários nos próprios posts ou mandem um e-mail. E não deixem de ver as fotos.
Abraços a todos e fiquem com Deus.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Montando a casa

Os dias seguintes foram tomados pelas compras para deixarmos nossa casa o mínimo habitável.
Eu havia trazido do Brasil algumas roupas de cama e banho, alguns utensílios de cozinha e algumas canecas de porcelana que ganhamos.

Trouxemos estas canecas bem embrulhadas, com todo cuidado, mas quando chegamos aqui pudemos ver que haviam dezenas de canecas parecidas, mas valeu, porque estas que trouxemos foram dadas por pessoas queridas e são especiais para nós.

Nossa prioridade era comprar a geladeira e uma máquina de lavar roupas, já que a montanha de roupas usadas acumuladas de tantos dias no hotel estava me deixando angustiada.

Fomos em diversas lojas, mas como nem eu nem o Nei temos muita paciência para procurar, compramos o que achamos melhor pelo custo-benefício e porque nos prometeram entregar em 2 dois.
Que felicidade, em breve poderíamos comprar mais alimentos e tomar água geladinha e eu colocar as roupas em ordem, que alívio.

As outras providências seriam ir ao banco abrir conta, ir ao Centrelink, ir à escola para matricular as crianças, contratar telefone e internet, pois a partir do momento que deixamos o hotel nos tornamos incomunicáveis com o pessoal no Brasil.

Nossas compras foram entregues na data pometida e assim uma coisa a menos na nossa lista.

domingo, 2 de novembro de 2008

Domingo no parque

Fomos convidados pelo Edu e Ana Paula para um picnic em um parque em Carindale, uma área verde muito agradável perto de nossa casa.

Lá conhecemos mais um casal de brasileiros que estão morando aqui em Brisbane: a Maíra, o André e filhinha deles, a Júlia.

Fizemos um delicioso picnic, batemos papo, contamos nossas aventuras, eles nos contaram sobre as experiências deles aqui, as crianças se divertiram bastante e o Nei e eu fomos dar umas voltas de bike.

Pegamos emprestadas as bicicletas dos nossos amigos e fomos conhecer melhor o parque.

Estávamos nas bikes passeando e apreciando a paisagem, o Nei e eu atrás, de repente ele deu uma freada e eu, para não trombar com ele, parei bruscamente também.

Como sou meio estabanada não deu outra: levei um tombo daqueles na ciclovia, de pernas para cima e acabei batendo com a cabeça no chão e a poupança também, ainda bem que tenho um bom amortecedor.

Fiquei esparramada no chão e caí na gargalhada, tive que ser ajudada para me levantar.

Como eu estava usando capacete, item indispensável e obrigatório aqui, só tive alguns ralões nos cotovelos e nos joelhos, mas fiquei uns dias com uma enorme dor na poupança, nada mais. No final este episódio rendeu umas boas risadas com o pessoal.

Passamos um domingo maravilhoso, rodeados de crianças e muito verde.

Edu e Ana Paula, Maíra e André são gente boa demais. Jamais esqueceremos a força enorme neste momento tão decisivo de nossas vidas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Mudando para a casa

Chegamos finalmente na nossa nova casa. Agora poderíamos dizer que tínhamos um teto pra chamar de nosso de novo!

Mas só havíamos trazido nossas roupas, calçados, documentos, algumas roupas de cama e banho, brinquedos e alguns poucos objetos na bagagem.

Lá vamos nós outra vez: fomos os 6 para o shopping fazer compras: Lourdes, Nei, Sofia, Bruno e nossos amigos Raider e Ana Paula.

Foi uma loucura, tínhamos poucas horas para fazer de nossa casa um lugar minimamente habitável, saímos feito doidos colocando nos carrinhos: jogos de panelas, pratos, copos, vassoura, tigela, travesseiros, cestos de lixo, ou seja, nem dava pra escolher muito.

Depois de comprar um monte de coisas em lojas diferentes, ainda tínhamos que almoçar e ir ao supermercado fazer uma compra básica, pois apesar de não termos geladeira, a casa já estava equipada com fogão e lavalouças, pelo menos consereguiríamos cozinhar e lavar as panelas.

Como estávamos de carona, nossos amigos nos deixaram no shopping e voltaram em cerca de 2 horas depois para nos pegar.
Então fomos nós correndo com os carrinhos comprar nossa comidinha. Foi outra loucura, íamos colocando as coisas no carrinho,sem saber direito o que estava comprando.

Conseguimos comprar o básico, alimentos que não necessitavam de refrigeração, pois ainda teríamos que comprar a geladeira. Ao final das compras, reencontramos nossos amigos e voltamos para nossa casinha.

Que delícia, poder cozinhar, se sentir em casa novamente, mas ainda faltava uma coisa: como íamos dormir? Bom, novamente nossos queridos amigos nos ajudaram emprestando 2 colchões infláveis.

Chegando em casa, tivemos uma surpresa agradável, pois recebemos a visita de boas vindas do casal Ana Paula e Edu, que são nossos vizinhos e eles nos emprestaram mais um colchão. Assim já tínhamos o suficiente para a primeira noite na casa.

Procurando um teto - parte três

Na sexta-feira de manhã, a Lourdes acordou com vontade de olhar a Internet, alguns blogs de pessoas que já estavam na Austrália.
Qual foi a nossa surpresa, quando uma das pessoas que tem um blog postou uma mensagem depois de meses sem publicar nada falando sobre a escola que a gente estava querendo matricular as crianças, dizendo que os filhos deles também estudam lá.
Na hora mandamos uma mensagem para eles pelo blog pedindo para entrarem em contato.

Não deixem de visitar o blog desses nossos amigos (http://eduardobindi.blogspot.com).
O Eduardo escreve muito bem e vale a pena acompanhar a jornada deles.

Após o almoço a agente da imobiliária me ligou dizendo que a casa era nossa.

Naquele momento ficamos super eufóricos e felizes e corremos pro hotel pra nos prepararmos pra mudança. Eu peguei um barco que tem aqui - Citycat, faz parte da rede de transporte público - para ir até a imobiliária assinar o contrato.
Após o contrato assinado, fomos arrumar as malas e nos preparar para a mudança.
No sábado de manhã, fechamos a conta do hotel e nos mudamos para a casa nova.
Nossos amigos, Raider e Ana Paula, nos ajudaram novamente com a bagagem.
Que felicidade, agora estávamos nos sentindo mais "residentes" da Austrália e menos turistas.


Só que a casa não tinha muita coisa, ainda precisávamos montar tudo.
Mas agora a gente tinha bastante tempo pra fazer as coisas com calma.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A angústia da espera...

Após a entrega do formulário para a moça da imobiliária, houve um período de silêncio. Teoricamente a agente responsável pelo imóvel na imobiliária iria pegar o meu formulário e a documentação, juntar com os formulários de outros pretendentes da casa e mandar para o proprietário do imóvel analisar.
O proprietário deveria então decidir pra quem ele iria alugar, devolver a informação para a agente que entra em contato com o pretendente e fecha o negócio.

Esperar por esse processo estava sendo angustiante.

Primeiro porque estávamos com a incerteza sobre o processo, será que conseguiríamos a casa? Tínhamos concorrentes? O proprietário aceitaria alugar pra gente que não tinha muitas referências aqui em Brisbane?

Segundo porque estávamos cansados do hotel, as crianças estavam esgotadas, estava difícil controlar o humor delas, todos estavam cansados de ficar em um quarto de hotel, comer em restaurantes o tempo todo, ficar com as roupas nas malas sem poder lavar, caminhando muito atrás de casas (cheguei a ficar com bolhas nos pés de tanto andar). E além disso a diária do hotel era cara, nenhum absurdo porque o hotel era simples, mas certamente muito além do valor de um aluguel de uma casa.

Terceiro porque ficamos pensando se não foi precipitada a decisão de aplicar para essa casa. Será que não valeria a pena tentar procurar mais, achar alguma coisa com o mesmo padrão e que tivesse um preço melhor? Será que o cansaço da vida no hotel não estava nos levando a agir por impulso?

Sempre confiei muito minha vida a Deus, ele sempre me ajudou a escolher os meus caminhos e minha intuição sempre funciona bem. Nesse caso, coloquei a minha fé em Deus e parei de procurar por outras casas. A moça da imobiliária tinha me dito que minhas chancer eram boas, mas o frio na barriga não passa enquanto a gente não está com a chave na mão.

Na sexta-feira logo cedo, alguma coisa como nove horas, a agente me ligou no celular. Eu fiquei empolgado, mas ela rapidamente me perguntou se eu realmente tinha interesse naquela casa. Prontamente eu respondi que sim (oras, eu tinha entregue os papéis pra ela a menos de 48 horas). Então ela me respondeu que me ligaria em breve e desligou.

Pronto, só me deixou mais angustiado. E agora, o que está acontecendo? Será que vai sair? Após refletir um pouco, achei a ligação dela animadora, pois se o processo não fosse pra frente ela não me ligaria dessa forma.
Vamos aguardar...

Procurando um teto - parte dois

Durante esta primeira semana no hotel em Brisbane, um amigo nosso daqui, o Eduardo, nos levou para almoçar em um restaurante próximo ao hotel que estávamos.
Nesse restaurante trabalham duas brasileiras e ele nos apresentou a uma delas, a Karen, pois a outra estava de folga naquele dia.

A comida no restaurante delas é muito boa e o preço é justo.

Foi muito legal conhecer a Karen, ela nos tratou super bem, deu algumas dicas da cidade e me apresentou para um conhecido dela que trabalha em uma imobiliária, o Karl.
Isso foi interessante, pois era justamente o que estávamos precisando.

Já nesse contato com o Karl, da imobiliária, ele arranjou duas inspeções em casas que eles tinham ali. Eles me levaram de carro pra ver as casas.

Em paralelo eu continuava procurando pela Internet e tentando focar minhas buscas para aquele bairro próximo da escola que eu havia me interessado.

Nessa semana, acabei fazendo cinco inspeções, duas por aquela imobiliária do Karl e outras três pelas minhas próprias buscas. O interessante é que todas as inspeções foram agendadas no horário que eu combinei com os agentes, ou seja, nenhuma foi naquele esquema de comparecer ao imóvel em um horário marcado, pegar fila, etc.

Uma das casas que eu olhei me pareceu interessante, em relação a tamanho, localização e preço.
O tamanho é importante considerar que não pode ser muito pequena pra gente não se sentir engaiolado e também não muito grande pra não dar muito trabalho pra limpar. Essa casa estava neste ponto, 3 quartos espaçosos, uma sala razoável, cozinha de bom tamanho, armários, lavanderia e garagem. Tinha até um quintalzinho na frente com um pequeno jardim.
A localização era de acordo com o que eu tinha imaginado, talvez até melhor. A casa era exatamente em frente à escola das crianças.
O preço, bem, esse é um assunto delicado. Mas estava dentro do orçamento que eu tinha em mente, então decidi aplicar para essa casa. Preenchi o formulário, fui atrás da papelada e entreguei para a agente da imobiliária.
Agora era esperar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Hacienda - parte tres


Uma coisa muito legal aqui da Austrália é que em praticamente todas as praças públicas há um brinquedão para as crianças, com brinquedos de escalar, subir, escorregar, deslizar, etc.
Há um parque aqui em Brisbane, chamado New Farm que é muito bonito, fica bem em frente ao Rio Brisbane, com muitas árvores, sombra, churrasqueiras elétricas e brinquedos.
Os brinquedos são sempre de muita qualidade e sempre bem conservados, você não vê nada quebrado.

Hacienda - parte dois

O hotel que estávamos ficava próximo ao rio Brisbane, cerca de 500 metros.

Um dia a Lourdes olha pela janela e diz alguma coisa assim:

"- Nei, parece que tem um barco no alto daquele prédio."

Aí, eu olhei bem pro "prédio" e disse pra ela.

"- Lou, aquele prédio é o barco."

Havia um transatlântico (se é que dá pra chamar o barco assim, porque estamos tão longe do Atlântico) ancorado no rio Brisbane. O navio era enorme, super bonito e iluminado. E ficamos impressionados em ver um barco daquele tamanho navegando em um rio.

Em frente ao hotel havia uma grande praça, com um parquinho para as crianças e uma espécie de parquinho também só para cachorros. Enquanto estávamos hospedados vimos várias pessoas trazerem seus cães para brincar naquele espaço.

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